quarta-feira, 24 de junho de 2009

Da Autoeuropa (ainda)

Como um raio, este pensamento caiu hoje na minha cabeça durante o banho: a proposta apresentada pela administração da Autoeuropa é como o Tratado de Lisboa.

E depois desta luzinha que se acendeu, fiquei até surpreendido como não tinha sido capaz de chegar lá antes. É tão simples: a administração e a comissão de trabalhadores ao seu dispor aprovam uma proposta (como fizeram os governos europeus com o Tratado de Lisboa) — convém até lembrar que a comissão de trabalhadores foi eleita pelos trabalhadores da empresa e, portanto, tem legitimidade para aprovar a proposta que lhe aprouver (como os governos e as assembleias nacionais dos países europeus); a proposta vai a votação e é chumbada (como aconteceu com o Tratado de Lisboa na Irlanda e como já tinha acontecido com a chamada Constituição Europeia na França e na Holanda).

É a democracia a funcionar quando se permite que as pessoas dêem a sua opinião. Depois, podem vir colocar pressão naqueles que decidiram como lhes apeteceu, lançando um abaixo-assinado (como está a acontecer na Irlanda, para repetir o referendo, até dizerem que sim...). Só tenho pena de o BE não estar também a exigir o respeito pela opinião demonstrada pelos trabalhadores da empresa.

2 comentários:

Isabel disse...

Espertinho.

Ana Martins disse...

É uma pena, mas não é surpresa nenhuma...