A Carris tem uma campanha que se chama «Menos um Carro». É «um projecto que se traduz num Movimento a favor de uma mobilidade mais sustentável», com o objectivo de «convidar cada pessoa a repensar a necessidade de utilização de viatura particular na cidade, dadas as alternativas e argumentos assentes na sustentabilidade».«Cada um deverá desejar ser Menos Um Carro!
«Porque é um Ser mais consciente. Mais cívico.»
O projecto, grosso modo, é interessante. Embora preferisse que a Carris fizesse uma campanha no registo «Mais oferta de transportes públicos, mais tempo para aproveitar a cidade, pois fica menos tempo à espera nas paragens...» Ainda assim, destaca-se a tendência, bastante geral, de colocar a culpa da situação ambiental em cada indivíduo, partilhando entre todos uma culpa que recai sobretudo nuns. Nesta campanha salta também à vista o ar das pessoas dos cartazes, todos «lanches com primas», como diria Graça Dias.
Mas esta campanha lembrou-me toda uma outra linha de pensamento: o país tem andado tão parado nestas últimas semanas que o carjacking — que há uns meses estava a dominar todas as estradas, avenidas, ruas, praças, largos, alamedas, ladeiras, calçadas e outras vias — acabou. Ou isso ou era sobremediatização... Oh!, a dúvida...









E destaco esta imagem por razões várias. É que este monumental comício faz lembrar outros monumentais comícios, como o primeiro a que fui, à época ainda longe de imaginar o meu compromisso com este projecto, ou este outro, que me fez vasculhar as primeiras páginas do Avante!:
