quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Dos lanches com primas

A Carris tem uma campanha que se chama «Menos um Carro». É «um projecto que se traduz num Movimento a favor de uma mobilidade mais sustentável», com o objectivo de «convidar cada pessoa a repensar a necessidade de utilização de viatura particular na cidade, dadas as alternativas e argumentos assentes na sustentabilidade».

«Cada um deverá desejar ser Menos Um Carro!
«Porque é um Ser mais consciente. Mais cívico.»

O projecto, grosso modo, é interessante. Embora preferisse que a Carris fizesse uma campanha no registo «Mais oferta de transportes públicos, mais tempo para aproveitar a cidade, pois fica menos tempo à espera nas paragens...» Ainda assim, destaca-se a tendência, bastante geral, de colocar a culpa da situação ambiental em cada indivíduo, partilhando entre todos uma culpa que recai sobretudo nuns. Nesta campanha salta também à vista o ar das pessoas dos cartazes, todos «lanches com primas», como diria Graça Dias.

Mas esta campanha lembrou-me toda uma outra linha de pensamento: o país tem andado tão parado nestas últimas semanas que o carjacking — que há uns meses estava a dominar todas as estradas, avenidas, ruas, praças, largos, alamedas, ladeiras, calçadas e outras vias — acabou. Ou isso ou era sobremediatização... Oh!, a dúvida...

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Da liberdade (de Norton Folgate)


Eu junto-me aos 5 ½.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Das aspas e do itálico

É comum confundir-se o emprego das aspas e do itálico, apesar das suas funções distintas. Um exemplo:
Era um mistério. Todas as janelas estavam absolutamente fechadas mas as portas continuavam a bater com o vento.
O advérbio não devia surgir em itálico mas sim entre aspas, porque, evidentemente, as janelas não estavam absolutamente fechadas. Já a parte do mistério está correcta... Devem ser os bons ares das Escadas do Monte...

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Do entusiasmo (ainda que seja cedo)

Apesar de haver quem fique ofendido com o destaque que se dá à bola, por aqui estamos muito entusiasmados com a temporada do Forest. Cinco vitórias consecutivas, entre elas ao primeiro classificado Newcastle, e apenas a dois pontos do primeiro lugar. É verdade que ainda é sétimo, e que ainda faltam 33 jogos para terminar a época. Mas tudo indica que não vai ser o sufoco do ano passado!

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Da prova que nada é incondicional


Mudaram o símbolo, o que já foi duro. Mas este novo anúncio... é mesmo de ponderar se é de continuar a fazer compras lá...

Do ciclo eleitoral

Na Festa do Avante! não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados. Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.
Na Festa do Avante! sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia. Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.
Resistir é já vencer.
Foi Miguel Esteves Cardoso quem escreveu isto, em 2007, sobre a Festa do Avante!. Mas o conteúdo fundamental aplica-se à realidade dos resultados eleitorais. No fim do ciclo deste ano, em que se destaca a subida de votos nas Europeias, a subida de votos e de eleitos nas Legislativas, e uma manutenção de posições, ainda que marcadas pela diminuição do número de votos e de eleitos (embora haja muitas realidades diferentes por esse país fora), nas Autárquicas, importa relembrar que resistir é já vencer. Claro que estes resultados ficam longe das necessidades do país... mas são também armas para resistir!

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Dos aniversários

Esta semana fica marcada por alguns aniversários. Outros falarão dos seus; por agora assinalarei apenas que estas Escadas do Monte fazem um ano hoje, dia 14 de Outubro. 187 mensagens num ano, o que equivale (mais coisa menos coisa) a uma mensagem em cada dois dias, é razoavelmente saudável.

Olé!

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Da alvorada ainda mais gloriosa



E sobre as eleições digo isto...

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Dos anos

Faz hoje 3 anos que o Meireles foi lá para casa.



Nestes 3 anos passaram-se naturalmente muitas coisas, umas boas, outras melhores. Mas vem sempre com entusiasmo à memória as primeiras construções, o Jokkmokk, o Robin, os Sultan, o Lack, os banhos de água fria, as noites em que dormiam pessoas em todas as assoalhadas (e na marquise também), a bola, o FM, jantares, acordar as vizinhas, chegar a casa acompanhado, a Brigada, GNR, Police e outras unanimidades. E a preguiça, convite maior que uma casa pode ter...
É uma bela casa. Nesse Outubro de 2006, que ia mais chuvoso que este de 2009, este vídeo derretia-me o coração todos os dias...

Da coerência

«"We need more troops, more helicopters, better intelligence-gathering and more nonmilitary assistance to accomplish the mission there"»
«More Than 17,000 Troops Headed to Afghanistan»
«Obama said he was not contemplating reducing troop levels in the near future under any scenario»
«Directly addressing a crucial issue to Cuban-American immigrants in Florida, Obama said strongly; "I will maintain the embargo"»


Prémio Nobel da Paz a Barack Obama. Hip, hip!

Mas atenção, não digo que não estou de acordo. Pelo contrário. É mais um bom nome para a lista. Não é pior que Kissinger, Shimon Peres ou Ramos-Horta. E sempre é mais fácil justificar isto que a atribuição do mesmo prémio a George Marshall pelo Plano Marshall (que tinha como objectivo defender a Europa do comunismo) e a Gorbatchov (pelo fim da guerra fria para cujo início o supra-citado tinha contribuído).

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Das evidências

Quem ontem viu o debate com os primeiros candidatos à Câmara Municipal de Lisboa viu certamente várias evidências.

Eu, que vi o debate acompanhado pelo Pessoa, fisicamente, e pela Ana . G, por mensagens escritas e por telepatia («silêncio calma»), vi isto tudo:

— O Chuck, que começava na 2, quando o Bruno Sousa, candidato do PTP (que, como me dizia um companheiro, mete o PPDPP a um canto), começou a falar;
— A dificuldade em nutrir o mínimo de respeito e simpatia pelo MMS (desculpem-me, pelas caixas de camarão-tigre), cujo pouco conteúdo se resume na fórmula «não nos dão tempo de antena por isso não podemos falar às pessoas e como não conseguimos falar às pessoas não estamos de acordo com a censura e por isso como não estamos de acordo vamos embora e ainda assim consegui dizer esta ideia tão simples (até há afamados teóricos que lhe chamam fórmula) numa frase muito longa só para parecer que na verdade tenho alguma coisa para dizer» (para se perceber melhor o que quero dizer com isto, ao PNR reconhece-se uma linha de pensamento clara);
— A facilidade que os leitores da xis têm para gostar do MEP;
— A falta de coerência ou capacidade para fazer ligação de umas coisas a outras (por exemplo, a ideia peregrina, defendida por vários candidatos, de pôr as cargas e descargas à noite para melhorar a cidade, não pensando nos custos que isso teria para as piquenas e médias empresas, que até há duas semanas eram tão centrais nas políticas a desenvolver);
— Pegando também nesta ideia, o medo (ou nojo?) que mete falar de cidade como espaço de trabalho, particularmente industrial;
— O conhecimento, claramente demonstrado e pelos outros reconhecido, da cidade, dos bairros, dos espaços, das pessoas, da administração da Câmara, de Lisboa, que a candidatura da CDU tem. E isto foi mesmo o mais impressionante!

Dir-me-eis: «ah, mas eu nem voto em Lisboa». Não vos aflijais! Como ontem foi dito e relembrado, os eleitos da CDU distinguem-se pela sua honestidade e competência, capacidade de dedicação e trabalho. E isto vale em Lisboa como vale na minha Sé Nova, no concelho de Coimbra.


Vejamos mais, pois! Mais CDU nas autarquias!

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Da bola e do cinema


Vale bem a pena.

«I wouldn't say I was the best manager in the business. But I was in the top one.»

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Das coisas boas da vida #3

As capas dos desportivos de hoje conseguem meter, pela primeira vez em 2 meses (número redondo) o Benfica em plano secundário. Bom, à excepção de O Jogo, que é, como se sabe, um jornal como deve ser...

Antes, ontem e hoje: ale-hop Ελλάδα!

Das coisas boas da vida #2


Os Vales, o Pessoa, umas anatômicas (que só a Ipanema tem) e uma oportuna borboleta...

Das coisas boas da vida #1

Sim, sim, ainda não se falou das eleições por aqui e o Pessoa continua com as suas crónicas suspensas. Mas há tanta coisa boa na vida que vale a pena falar... vejamos a primeira:

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Dos dias que faltam


Estes dias que faltam serão cheios de actividade. Arruadas, reuniões, encontros, viagens e mesas. No meio, um jogo da bola que quero ver e ainda não sei como o vou ver! Mas, ao contrário de outros, sei que no domingo vou deslocar-me para pôr uma cruz não neste gajo [o que por si só seria já louvável] mas num projecto «tão imenso que eu às vezes penso que o próprio tempo vai parar para ouvir»...

Ah, e quanto ao comício no Campo Pequeno, como se pôde verificar pelos jornais, não existiu, como confirmam as imagens abaixo.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Da xará da princesa de Muito Muito Longe (e da verdade cristalina)

Fiona Apple desmonta bem duas das ideias que se têm colocado com grande insistência nesta campanha: a ideia da governabilidade e da necessidade da maioria absoluta, e a de que a opção se resume entre PS e PSD. Diz ela:
Give us something familiar
Something similar
To what we know already
That will keep us steady
Steady
Steady going nowhere
Digam lá se é assim ou não é. A estabilidade governativa de PS ou PSD é a estabilidade do poder económico. Por isso, venha daí essa instabilidade, com a real alternativa que é a CDU! E esta, como a fotografia evidencia, é uma cristalina verdade!

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Do enxovalho

Facto #1: não gosto de ver o Groucho Marx assim enxovalhado e comparado aos outros dois.
Facto #2: gosto de ver o Carlos Trindade assim enxovalhado. Enfim, mais não seja por ser um dos fãs da tão falada asfixia democrática. Sério. Chateia-se por ver as pessoas gritar na rua, de plenos pulmões, que «está na hora deste governo se ir embora». É que ainda por cima têm razão...

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Do monumental comício

Do monumental comício a que não fui, mas do qual me chegaram informações através do site da CDU, destaco esta imagem:

E destaco esta imagem por razões várias. É que este monumental comício faz lembrar outros monumentais comícios, como o primeiro a que fui, à época ainda longe de imaginar o meu compromisso com este projecto, ou este outro, que me fez vasculhar as primeiras páginas do Avante!:

E como as vasculhações são como as cerejas, e andei entretido a ver como os anos vão passando, decidi contribuir para esta campanha com uma memória de Actualidade de Mário Castrim:

— Vai haver desemprego?
— Não, desemprego não.
Claro que se impõe
algum emagrecimento
no peso dos trabalhadores...

Que bem falam os doutores
da lei do mercado!
Tudo com nome adequado.
Que nome darão às lágrimas?

Dia 27, ora pois, o voto é na CDU. Como diz o povo, É CDU, mai nada, cuma ganda fezada! E voltando a Castrim:

Voto a voto sobe a escada.
Sejam tantos que, por ela,
chegue a hora, camarada,
de tocar a tua estrela.

Do dinheiro fácil

No Vivafit é ainda mais fácil fazer dinheiro que na Multiópticas. Convenhamos, custa muito menos pesar mais de 100kg que viver mais de 100 anos...